Quem tem FGTS poderá aumentar seu poder de compra de imóveis

Esta semana o governo anunciou um pacote de mudanças nas regras de financiamento imobiliário que devem estimular o crédito habitacional no país e facilitar a compra da casa própria. Entre as principais medidas, a alteração do valor máximo do imóvel que pode ser adquirido com uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que subirá de R$ 950 mil para R$ 1,5 milhão em todo o país.

Embora entrem em vigor apenas em 1º de janeiro de 2019, as medidas podem ajudar quem planeja adquirir um imóvel nos próximos meses já que ampliam a oferta de crédito, favorecendo a aquisição de imóveis na planta, em construção ou novos.

As faixas de renda mais baixa também serão beneficiadas através dos recursos adicionais para estímulo da concessão de financiamentos pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH) para imóveis de até R$500 mil.

O que muda no crédito imobiliário?

Além do ajuste do valor máximo do imóvel para uso do FGTS, confira outras medidas que incentivam o crédito imobiliário:

ANTES DEPOIS
Valor máximo de imóveis para uso do saldo do FGTS R$ 950 mil em SP, RJ, MG e DF

R$ 800 mil nos demais estados

Até R$ 1,5 milhão em qualquer lugar do país
Direcionamento de recursos para o crédito imobiliário 65% dos valores depositados nas cadernetas de poupança

80% desse total para imóveis em contratos no SFH

65% dos valores depositados nas cadernetas de poupança, mas sem a obrigatoriedade de 80% desse total para imóveis residenciais em contratos no SFH
Imóveis de até R$ 500 mil Sem regras diferenciadas dentro do Sistema Financeiro Habitacional (SFH) ou incentivos para os bancos Flexibilização das regras de direcionamento com o intuito de incentivar os bancos a aumentarem a oferta para financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil

Fonte: Conselho Monetário Nacional

Vale a pena financiar um imóvel?

De acordo com as informações do Banco Central, as taxas de juros médias de mercado para financiamento imobiliário caíram de 13,3% ao ano, em junho de 2017, para 10,1% em junho deste ano. Nas linhas do SFH, a taxa média está em torno de 9%, sendo essa a principal referência do mercado.

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Vale lembrar que as taxas anunciadas pelos bancos são as mínimas e podem variar de acordo com o financiamento imobiliário, perfil do cliente, nível de renda, tempo de relacionamento com o banco e valor do imóvel.

Os financiamentos imobiliários realizados pelo SFH e pela linha pró-cotista (destinado a trabalhadores com carteira assinada) costumam ter as taxas mais baixas, já que são regulados pelo governo e utilizam recursos da caderneta de poupança e do FGTS, respectivamente.

Você pode saber mais sobre o processo de compra de um imóvel com o saldo do FGTS clicando aqui, ou entrar em contato com uma agência Netimóveis mais próxima para tirar as suas dúvidas.

 

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