Tarifa mais econômica pode ser boa opção para quem consome energia fora do horário de pico.

A tarifa branca é um novo sistema de cobrança de energia que, ao contrário da tarifa tradicional, pode deixar a conta de luz mais barata no final do mês. Vale lembrar que a opção pode ser mais econômica, mas isso depende diretamente do hábito de consumo do cliente.

O que é?

Até 2017, não fazia diferença na conta de luz se você usasse mais energia na parte da manhã ou da noite, na segunda ou no sábado. O preço era sempre o mesmo. Contudo, com a tarifa branca, o valor varia dependendo do horário e dia da semana.

A medida foi criada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) com o objetivo de aliviar o sistema elétrico e tornar a rede mais eficiente. Para isso, oferece luz mais barata àqueles que a consumirem fora do horário de pico, quando o uso é mais intenso.

Como funciona a tarifa branca?

Nos dias úteis, há três faixas de consumo, que mudam de acordo com a região: horário de pico, intermediário e fora do pico. Aos finais de semana e feriados nacionais, vale o valor do horário fora de pico.

As concessionárias de energia são responsáveis por informar aos consumidores quais são as suas faixas de consumo, de acordo com a região.

Como aderir?

A tarifa passou a vigorar em 1º de janeiro de 2018 e é opcional, sendo o consumidor responsável pelo pedido de mudança junto às concessionárias de energia de cada estado.

O consumidor que optar pela tarifa branca deve procurar a concessionária de energia de sua região por telefone ou em um posto de atendimento. A empresa tem 30 dias para instalar, gratuitamente, o aparelho que mede o consumo nas diferentes faixas de horário.

 Quem pode aderir?

A tarifa está sendo disponibilizada de forma gradual.

Em 2018, a alternativa estava disponível para quem consumia 500 kwh por mês ou mais, considerando a média dos últimos 12 meses – geralmente, são pequenos comércios, indústrias e casas grandes, que consomem muita energia – e para domicílios novos, que não contam com ligações elétricas.

Em 2019, o sistema passou a valer para quem consome de 250 a 500 kWh por mês, considerando a média dos últimos 12 meses. Esse grupo é representado por comércios e indústrias menores do que os estabelecimentos incluídos anteriormente.

em 2020, a medida estará disponível para a maioria dos brasileiros, que têm consumo anual médio entre 150 e 200 kWh por mês.

Os dados sobre consumo estão disponíveis para consulta na conta de luz do consumidor.

Quem não pode solicitar?

A tarifa não é válida para a população que paga tarifa social – pessoas de baixa renda que já pagam uma tarifa menor e não economizariam com o sistema – e indústrias de grande porte.

Vale a pena aderir?

Se você ainda tem dúvidas se pode ser uma opção, verifique se o site de sua concessionária de energia oferece um simulador e faça os testes com as informações do seu consumo.

Lembre-se: o diferencial dependerá dos hábitos de cada consumidor. Se uma família utiliza mais energia no período da manhã e da tarde, por exemplo, a tarifa branca pode ser uma boa alternativa, pois não coincide com o horário de pico da região.

Fonte: Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC).

Sobre o autor

Deixe um comentário